Como sabemos se aquela pessoa é realmente a certa para nós?
Não sabemos, nós sentimos. Claro que podemos nos enganar, mas quem nunca quebrou a cara? É a velha história de pagar pra ver, e seja qual for o preço, eu pago.
Amar é como fazer uma prova, onde você não tem idéia do assunto, e nunca viu nada parecido antes, só há duas opções:
a) Relaxar e tentar fazer o melhor que puder.
b) Desistir antes de saber o resultado.
Se você, como eu, escolheria a primeira opção, parabéns nós temos almas aventureiras! Agora, se você escolheria a segunda, é melhor parar de ler agora.
Sei que não sou nenhuma sábia (longe disso) quando se trata de amor, mas deixo minha dica:
Quando não sabemos algo devemos ir em frente e descobrir! Se sofrermos algumas vezes tudo bem, melhor se arrepender do que fez do que do que não fez, certo?
Querido -,
Eu sei que é estúpido lhe escrever, já que provavelmente nem enviarei esta carta, e mesmo que envie, duvido que você abra, mas tem dias -como hoje- que eu simplesmente preciso falar com você e minha estupidez é tão constante que já estou me acostumando a conviver pacificamente com ela.
Eu sinto sua falta.
Isso é ainda mais estúpido, já que o modo que você me disse adeus é uma pista óbvia do quanto você me ama.
Ás vezes eu gosto de pensar que era mentira, tudo aquilo que você me disse, eu prefiro acreditar que você quis evitar uma separação ainda mais dolorosa, onde você iria mbora deixando seu amor comigo e eu nunca pudesse esquecê-lo.
Se foi realmente isso, saiba que não deu certo, já se passou um ano e não há um só dia que eu não me lembre de você. Das suas piadas, do seu sorriso, do seu abraço, da sua mão na minha e acima de tudo dos seus olhos, os olhos que eu queria que pudessem me ver só mais uma vez.
Mas agora é tarde, não sei se foi de propósito, mas eu fiquei sabendo que você vai se casar.
Sinceramente eu estou feliz por você, se vocês se amam tanto quanto um dia nós nos amamos, tenho certeza que tudo ficará bem entre vocês.
Não sinto raiva dela, ela não sabe que você deixou para trás um coração partido, e se quer saber, também não sinto raiva de você, meu amor é bonito demais para transfigurar-se em ódio.
Eu só queria que você soubesse mais uma vez. Eu te amo.
Com amor -.
♥
O fim.
Quando era pequena eu sempre me perguntava por que as coisas tinham que ter fim. Ficava chateada quando isso acontecia, mas nunca imaginei que um dia eu fosse acabar com uma coisa linda, principalmente com uma história de amor.
-
- Eu tenho que ir - teimei - não posso continuar assim, não quando tudo se tornou uma mentira.
- Amor… - ele esticou a mão para tocar meu rosto, mas eu me desvencilhei fazendo com que ele a recolhesse - isso pode dar certo, eu sei que pode!
Aquilo não era verdade, não mentira, pois ele acreditava no que dizia, mas aquilo não tornava as palavras verdadeiras.
Eu encarei seus olhos verdes e tentei sentir aquilo que eu sempre sentia quando eles me fitavam, entretanto, para a minha infelicidade nada aconteceu. Eu queria amá-lo, juro que queria.
O coração quer o que o coração quer.
- Não, não pode - eu tentei parecer rude, mas minha voz saiu falha, doia machucá-lo, alguém que eu amara tanto!
Eu vi as lágrimas escorrerem por seu rosto e sinceramente odiava ser a causa delas. Antes que pudesse me conter eu o abracei mais uma vez, meio que esperando que ele me empurrasse ou algo do tipo, mas ele não o fez, apenas me apertou gentilmente contra seu peito.
- Eu te amo, nunca se esqueça disso. - ele sussurrou.
Eu o soltei, limpei as lágrimas do seu rosto e o deixei.
O deixei com um coração partido.
Eu e - estávamos sentados no banco parque, assim como fazíamos desde o jardim de infância, quando eram nossos pais que nos levavam até lá. Era domingo de manhã, e ele havia me pedido para encontrá-lo lá, se não fosse nossa amizade antiga, eu teria batido o telefone na cara dele. Mas amigos são para essas coisas
Nós estávamos lá já havia algum tempo, eu sabia que ele queria muito me falar algo, mas ainda não estava pronto, eu não o pressionei.
- Eu preciso te contar… - ele começou, quando percebi que ele não ia continuar eu incentivei.
- Sim? Vamos, eu te conheço desde que usávamos fraldas, não tem nada que você não possa me contar! - eu ri. Era uma estratégia boa, sempre que eu estivesse a demonstrar meus sentimentos, puf!, eu me escondia atrás de um péssimo senso de humor.
- Eu terminei com -.
- Ora, isso não é algo tão terrível - eu revirei os olhos - ela é o que, a centésima garota que você namora?
Ele tocou meu rosto, eu me segurei para não extremecer ao seu simples toque.
- Por favor, nada de piadas agora, a questão não é eu ter terminado com ela, e sim o porquê de eu tê-lo feito.
- Por quê? - minha voz tremeu, eu estava acostumada a ter ele me olhando, mas nunca daquele jeito. Meu coração apertou, mas de um jeito bom.
- Por sua causa - ele disse chegando mais perto - porque eu te amo.
Então ele me beijou.
♥
Tem dias que você não tem nada para fazer e cria uma conta na única rede social que você ainda não tinha cadastro. :/
Hoje eu fiz meu tumblr, ainda não tenho idéia do porquê, mas já que eu fiz, resolvi postar algo que preste, como meu soneto favorito.
Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícios de Morais